Marília - A Fazenda Cascata, coração da zona leste de Marília, faz cem anos em 2025 e será a base para um curso e programa de florestamento com formação de viveiro e orientação de pequenos agricultores para plantio na cidade e região.
Marília vai receber o curso por uma iniciativa da ONG Origem, tradicional associação ambientalista local, com apoio da Caritas Diocesana e do proprietário da fazenda, Oswaldo Passos de Andrade Filho..
O curso é gratuito com programa desenvolvido pela Faesp (Federação da Agricultura do Estado) e Senar, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
Permite capacitar pequenos produtores e trabalhadores rurais na produção de mudas e recomposição da Área de Preservação Permanente.
“O projeto prevê a produção de 12 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Elas serão fundamentais para agricultores na recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais”, explica Luci Milreu, presidente da Origem.
Além disso, as mudas contribuirão para projetos de recuperação de áreas degradadas ou com remanescentes florestais, ampliando o impacto ambiental positivo da iniciativa.
Fazenda será base para florestamento
A Fazenda Cascata cedeu espaço para a montagem do viveiro e abrigar o curso, que terá atividades entre março e novembro. A estrutura da Cascata inclui caixa de água para irrigar o viveiro.
O curso oferece inscrições pela internet – acesse aqui – e já tem produtores de cidades como Oriente e Campos Novos Paulista.
Com diferentes módulos, orienta desde a produção das mudas até formas de controle a predadores, como formigas carpideiras, e plantio.
“O curso é um grande avanço para Marília e região. Fortalece a preservação ambiental, beneficia o conforto térmico, a conservação dos recursos hídricos”, destaca Luci.
A base na fazenda Cascata enche o projeto de simbolismo. A área foi base para formação da cidade. A partir dela, o proprietário Bento de Abreu Sampaio Vidal lançou bairros e investiu em estruturas que vai de praças à Santa Casa. Oswaldo Passos é, inclusive, neto do pioneiro.
O processo de urbanização, em todas as áreas de crescimento da cidade, provocou perda de árvores, É muito simbólico que um programa de reflorestamento comece também por lá,