
Marília - Funcionários do complexo Famema vivem dias de agitação, renovam a associação dos trabalhadores e a nova direção chega ao Conselho da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior).
José Arimatéa Guedes, ativista com anos de história na entidade antes da pandemia, deve ser o novo dirigente. E venceu com boa margem a eleição para vaga no conselho. Espera a homologação do resultado.
“A associação passou alguns anos sem dar sinal de vida. Então, também consequência disto, os trabalhadores ficaram em inércia. Perdas salariais e de direitos agravaram”, diz Arimatéa.
Ari, como é conhecido, diz que um desafio é regular pagamento do PIS, um programa do governo federal. “Muitos funcionários deixaram de receber, mas há trabalhadores que receberam.”
O trabalho já levou manifestação à Câmara da cidade, pressão em busca de informações no complexo – a Famema, Fumes e servidores no Hospital das Clínicas -.
“Fomos à câmara expor estes problemas e pedir transparência na coisa pública”, disse Ari.
A mobilização enfrenta desafios históricos que incluem a desorganização administrativa do complexo e regras internas rigorosas.
São duas autarquias do estado, uma fundação privada e uma fundação municipal. Orçamentos diferentes e estruturas de serviço, remuneração e acesso diferentes.
E tudo isso em uma faculdade que é celeiro de profissionais e vitrine da cidade e um hospital que atende 62 cidades.