Gestão e impostos

Ação contesta comissão para atualizar valores de imóveis; impacta IPTU

Ação contesta comissão para atualizar valores de imóveis
Ação contesta comissão para atualizar valores de imóveis

Marília - Uma ação popular em Marília contesta modelo de formação e nomeação de uma comissão que vai atualizar a planta genérica de valores de imóveis na cidade.

O prefeito Vinícius Camarinha publicou portaria com nomes para formar a comissão. O grupo pode atualizar valores venais, que são estimativas oficiais de preços de imóveis.

A prefeitura já apresentou resposta com pedido de nulidade do caso e discussões técnicas. Ainda tem prazo para defesa da comissão.

A atualização impacta o cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), um dos principais impostos municipais.

A contestação foi apresentada pelo auditor Edgar Cândido Ferreira, um dos diretores da Matra (Marília Transparente). É a segunda ação com diretores da entidade contra a administração neste ano.

Valores de imóveis

“A recente alteração do Código Tributário Municipal amplia consideravelmente as atribuições do prefeito para alterar a base de cálculo do IPTU. Aumenta a pressão sobre a Comissão de Avaliação e Revisão da Planta Genérica de Valores”, diz o advogado Danilo Bortoli, que assina a ação.

Segundo ele, o Código Tributário Municipal ainda dispõe que a Comissão exige nomeação e regulamentação por decreto.

“Além disso, ela é uma comissão sem setores da sociedade civil, o que diminui a transparência. Esses são os pontos levantados.”

A ação pede liminar com suspensão da nomeação e exigência de um decreto e, ao final do processo, espera também novo modelo de nomeações para a comissão e atualização dos valores de imóveis.

Prefeitura responde

A manifestação da prefeitura diz que o modelo de ação está errado. A ação popular, segundo a administração, só poderia combater um ato lesivo, o que não seria o caso,

Diz ainda que não há risco coletivo na nomeação. “A manutenção da portaria com seus regulares efeitos jurídicos não implica em nenhum dano ao autor popular, à população ou ao erário”, diz.

A petição afirma ainda que haveria dano na sua suspensão. “A Comissão será impedida de trabalhar e a municipalidade, no momento oportuno, não poderá fazer a revisão da planta genérica. Aí sim, teria potencialidade para causar dano ao erário.”