
A Polícia Civil identificou o homem encontrado morto dentro de um saco no centro da Marília: é Donizete Rosa, 60 anos, com familiares ainda não encontrados em Gália. Em entrevista coletiva nesta manhã a polícia informou ainda que o homem foi retirado de um apartamento no centro, próximo ao local, em prédio com poucos moradores.
O homem tinha debilidades físicas e há indicações de que ele vivia com duas mulheres que atuavam como cuidadoras. Duas suspeitas, que deixaram o corpo no local, foram detidas e prestaram depoimento.
A polícia informa ainda que não há dúvidas de que são elas que carregavam o saco com o corpo. As mulheres foram identificadas depois de chamarem a polícia para denunciar que teriam sido roubadas. Os policiais militares que atenderam a chamada desconfiaram das duas e elas foram levadas à delegacia.
Elas negam envolvimento no caso. Segundo a polícia não há nenhum sinal de compaixão e os depoimentos são contraditórios e cheios de mentiras. Com uma delas teriam sido encontradas três pinos de cocaína.
A polícia tem dificuldade para identificar as duas, que já apresentaram nomes diferentes. As duas seriam de Minas Gerais mas vivem em Marília há algum tempo.
No apartamento foram encontrados extratos bancários com empréstimos de R$ 25 mil que são descontados em conta da vítima. Ainda não há confirmação de que as mulheres sacaram ou usam o dinheiro.
“Menos de 24horas em que fomos acionados, ainda há muita coisa a investigar. Foi coletado material para ver se saques em contas eram feitos por elas. Motivação não confirmaram ainda”, disse o delegado Marcelo perpétuo, da DIG responsável pela apuração.
Mas a polícia descobriu que elas chegaram ao prédio em um carro e em seguida desceram com o corpo, mas o condutor recusou colocar os saco dentro do veículo, então elas arrastaram até o local do abandono.
Teriam feito parada para ajustar o saco e a disposição do corpo no caminho, improvisando camuflagem. O bilhete com a palavra “Jack” – uma gíria para estuprador – encontrado no saco aparentemente não tem nenhuma relação com o crime.
O corpo foi encontrado em estado avançado de putrefação e desfigurado. O homem pode ter morrido há cinco dias e não há informações sobre a causa morte. Algumas lesões camufladas pelo estado de decomposição.