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Mãe relata esperança com associação e seminário de inclusão em Marília

Mãe relata esperança com associação e seminário de inclusão em Marília
Lilian e Bryan: experiência maravilhosa e aprendizado - Arquivo Pessoal

Marília - Lílian Leonel Estevão do Nascimento, 38, mãe de Bryan, cinco anos, relata esperança com associação de mulheres para inclusão em Marília em projeto que vai ganhar público com um seminário a partir da próxima semana.

Contadora, Lilian vive a experiência maravilhosa de ser mãe e com ela uma luta que virou coletiva. São quase seis anos de uma relação com muito aprendizado – ele, inclusive, faz aniversário em abril, o mês da inclusão –.

“Depois do meu filho passei a ver o mundo de outra forma! No começo a gente fica um pouco perdido, mas com a aceitação tudo fica mais fácil e leve.”

Mãe relata esperança com associação e seminário de inclusão em Marília
Na Câmara em defesa da inclusão: Mãe relata esperança com associação e seminário de inclusão em Marília

Uma relação que ela leva para a Amandim (Associação de Mães de Autistas e Neurodivergentes) e para 1º Seminário de Conscientização do Autismo em Marília.

Dez dias de atividades em abril

Vão ser dez dias com atividades em abril que devem atingir, especialmente, profissionais que atuam no atendimento e colhimento. Uma chance para saber mais sobre o Transtorno do Espectro Autista. E para atender melhor.

Começa dia 1º, próxima terça, e vai até o dia 22. A quarta-feira, dia 2, será o Dia Internacional da Conscientização do Autismo.

Ela e Sidney, o marido, já eram pais de Bianca, 19, e Juan Pietro, 16, quando Bryan nasceu. Além da luta em família, já tinha nos planos criar uma entidade quando o projeto da Amandim chegou. “Em nossa cidade estávamos às mingua.”

A contadora Lilian levou para o grupo conhecimento técnico e experiências pessoais com dificuldades ou acertos.

A associação traz esperança para muitas mães. Podemos observar que faltam informações, algumas mães se sentem perdidas, na busca de seus direitos. Saber onde buscar ajuda e como fazer.

Lílian Leonel Estevão do Nascimento, contadora e mãe de Bryan

Troca de experiências

“Meu filho foi encaminhado para vários lugares (Apae, Uneso, Espaço Potencial) nenhum lugar era lugar para diagnóstico.”

Bryan mostrou desde cedo que seria uma vida intensa. Com um ano e meio sabia o alfabeto todo, todas as cores e, inclusive, falava inglês. Mais: aprendia apenas em assistir desenhos.

“Porém, em outro lado, ele não socializava, não sabia pedir água, ou até mesmo dizer que estava com dor.”

Mãe relata esperança com associação e seminário de inclusão em Marília
Sidney, Bianca, Lilian e Bryan: ver o mundo de outra forma

Aos três anos ainda não conversava e importante entender o conceito: saber falar é diferente de conversar e entender o que está conversando.

“Não respondia comandos, não olhava quando chamávamos. Enfim, conseguimos superar tudo isso. E com mudanças de hábitos e até mesmo de rotinas (uma delas foi tirar a tela), muita coisa mudou.”

Muita coisa pode mudar também depois de abril, depois do seminário e depois que a informação sair das salas e chegar aos pontos de convivência.

Para saber mais sobre o trabalho, acompanhe a conta da associação no Instagram – @amandim.marilia –