Gastos em fim de mandato

Parecer do MP defende liberação de licitações suspensas em Marília

Acusado de agressão no trânsito vira réu por tentativa de morte e omissão
Acusado de agressão no trânsito vira réu por tentativa de morte e omissão

Um parecer do MP (Ministério Público) defende a liberação de todas as licitações suspensas pela Vara da Fazenda em Marília.

O documento está em ação popular que o futuro prefeito, Vinícius Camarinha, moveu para barrar gastos no final de mandato.

Mas o documento do promotor Gustavo Cordeiro diz que a ação não apresentou as provas de comprometimento do orçamento futuro.

A cidade tem projeção de dívidas que pode superar R$ 1 bilhão, mas, conforme o parecer, os documentos no caso não apresentam os dados de risco.

“Por ausência de prova de ilegalidade dos procedimentos licitatórios constantes nos autos, o Ministério Público requer a rejeição dos pedidos”, diz o documento.

A liminar da Vara da Fazenda Pública de Marília suspendeu 18 procedimentos de contratações com gastos de até R$ 82 milhões na prefeitura em Marília.

Todos envolvem licitações em andamento na fase final de mandato do prefeito Daniel Alonso para aplicação e obras na próxima gestão.

No parecer em que defende liberação das licitações, o promotor diz ainda os atos governamentais são atos discricionários do Executivo.

“Assim, caso não haja ilegalidade evidente, o poder judiciário não pode interferir.”

A ordem de suspensão já teve alguma flexibilização e até concordância de Vinícius para liberar alguns dos procedimentos. Há casos também de contratos já em vigor quando saiu a liminar.