Marília - Além de ser a campeã de dívidas no rombo das contas públicas, a previdência dos servidores municipais de Marília tem em 2024 a pior nota possível em avaliação do Tribunal d Contas: levou C.
Os dados estão em um relatório do Tribunal com informações de todo o Estado. Além da avaliação negativa, o painel mostra a evolução dos parcelamentos.
O volume de recursos nos parcelamentos, que era de R$ 31.568.834 em 2021 chegou a R$ 64.342.615,13 em 2024 de acordo com o painel.
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O relatório mostra ainda que os pagamentos dos servidores só aumentaram na linha do tempo. O da prefeitura despencou.
Os trabalhadores pagavam R$ 30.500.502 em 2020 e chegaram a R$ 52.293.268 em 2025. A Prefeitura pagava R$ 66.906.687 em 2020 e chegou a R$ 40.859.746 no ano passado.
O quadro de investimentos e ajuste das contas só não é pior porque em 2021 a prefeitura apresentou e a Câmara aprovou uma reforma do Ipremm. As contribuições subiram, as regras para aposentadoria e pensões ficaram mais duras.
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A falta dos repasses deixou o serviço sem recursos para manter obrigações e na dependência da administração. Houve série de atrasos em pagamentos aos aposentados.
Pela primeira vez nenhuma cidade atingiu nível Altamente Efetiva – Nota A+. Ao passo que 51 cidades obtiveram a Nota C, ou seja, a pior do indicador que revela Baixo Nível de Adequação – um aumento de 31% se comparado com o balanço anterior de 2022 (39 municípios).
Apenas 23% das administrações foram consideradas Muito Efetivas (B+), enquanto 83 municípios se enquadram na Nota B (Efetiva). Já 15% das gestões do quadro receberam a Nota C+, ou seja, que estão em Fase de Adequação.